De acordo com os pesquisadores Melissa Greg e Thomas Lodato, os trabalhadores estão buscando “alívio das demandas emocionais do escritório corporativo”. O histórico dos espaços coworking aponta que eles “expandiram-se significativamente na sequência da crise financeira global de 2008/9”, acrescentando que este “estilo de trabalho surgiu em resposta à lenta força de austeridade, corporações esvaziadas, subemprego e insegurança na carreira”. O argumento é de que “os espaços de coworking atendiam a uma crescente demanda de atendimento e satisfação, tanto quanto o emprego”.

Então, seria o espaço coworking uma coisa boa por si só ou simplesmente uma resposta racional a mudanças negativas nos locais de trabalho tradicionais? Gregg, engenheira principal no Business Client Research e Strategy Client Computing Group da Intel Corporation, diz que não há uma resposta simples para essa pergunta. Ainda assim, ela afirma: “Eu considero o coworking como o exemplo mais otimista que temos de conduzir a empresa em nossos próprios termos. Muitas vezes, é uma experiência de trabalho determinada pelos próprios trabalhadores “.

A blogueira de viagens Monika Pietrowski escreve que depois de “um período sólido no mundo corporativo, desisti da segurança e do estresse para um estilo de vida nômade”. Ela diz que as comunidades colaborativas têm sido fundamentais para essa mudança e a maior vantagem é a interação das pessoas e o cenário social.

Os números dos EUA indicam que o coworking pode representar até 2% do mercado de escritórios até 2020. No entanto, sabemos que esses espaços não são – e nem serão – adequados para todas as profissões. Tudo bem, vale a pena abraçar os aspectos positivos do formato. O que constitui um trabalho já não é a “noção de carreira”, as 40 horas semanais e as férias de um mês. Na verdade, os pesquisadores acreditam que o coworking pode ser um vislumbre de um futuro mais positivo: “Um futuro mais justo de trabalho pode ter menos a ver com o horário de trabalho, a criação de programas de assistência social ou a abertura de recursos e mais com a hospitalidade.”

“Coworking”, diz Gregg, pode ser o “MBA do milênio”.

Referência: The Guardian (https://goo.gl/Jcgtj4)

Tradução para o Português e reformulação de estrutura e conteúdo: Pulse Coworking