“Não é apenas sobre trabalho. É sobre um movimento social”. Quem trabalha em espaços coworking relata níveis de prosperidade que abordam uma média de 6 em uma escala de 7 pontos. O que, afinal, faz com que um espaço de trabalhado compartilhado e comunal seja tão efetivo?

Para descobrir, foram entrevistados fundadores de espaços coworking e centenas de pessoas que trabalham em espaços como esse nos Estados Unidos da América. Uma análise de regressão após essa pesquisa revelou três preditores substanciais de prosperidade:

As pessoas que usam espaços de coworking enxergam seu trabalho como significativo:

Ao contrário de um escritório tradicional, os espaços de coworking consistem em membros que trabalham para uma variedade de diferentes empresas, empreendimentos e projetos. Porque há pouca concorrência direta ou política interna, eles não sentem que eles têm que se adequar. Trabalhar em meio a pessoas que fazem diferentes tipos de trabalho também pode tornar sua própria identidade de trabalho mais forte.

Além disso, a variedade de nichos de trabalho em um mesmo espaço significa as habilidades são distintas e o espírito de comunidade permite que exista auxílio mútuo. Esse espírito, aliás, é um dos valores presente no Manifesto do Coworking, um documento on-line assinado por membros de mais de 1.700 espaços de trabalho. Ele articula claramente os valores que o movimento coworking aspira, incluindo colaboração, aprendizagem e sustentabilidade.

Eles têm mais controle de trabalho:

Os espaços de coworking são normalmente acessíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana. As pessoas podem decidir se querem trabalhar durante muitas horas – quando tiverem um prazo ou desejarem avançar, ou, então, podem decidir fazer uma longa pausa no meio do dia para ir à academia e cumprir outras tarefas. Os coworkers podem escolher se querem produzir em um espaço calmo ou onde a interação é encorajada.

A autonomia que se tem em um espaço coworking pode realmente paralisar a produtividade de quem não consegue respeitar uma rotina, porém, o espírito de “comunidade” ajuda a criar estruturas e disciplinas que os motivam. Assim, paradoxalmente, uma forma limitada de estrutura permite um ótimo grau de controle para trabalhadores independentes.

Eles se sentem parte de uma comunidade:

As conexões propiciadas são uma grande razão pela qual as pessoas pagam para trabalhar em um espaço comunal, ao invés de trabalhar em casa gratuitamente ou alugar um escritório sem escalas. Cada espaço coworking tem sua própria vibração, e os gerentes de cada espaço buscam cultivar uma experiência única que atenda às necessidades de seus respectivos membros.

Em relação ao espírito de comunidade, no entanto, é importante ressaltar que ela não é obrigatória ou forçada. Os membros podem escolher quando e como interagir uns com os outros. Eles são mais propensos a desfrutar de discussões na “hora do café” – porque foram ao café com esse propósito – e, quando querem ficar sozinhos em outro lugar do prédio, tudo bem. A pesquisa descobriu que mesmo as pessoas que interagem pouco com os colegas de trabalho sentiam um forte senso de comunidade, pois o mais importante era saber que existe o potencial de interação quando precisarem ou desejarem.

O que a pesquisa – que está em andamento – entende é que a combinação de um ambiente de trabalho bem projetado e uma experiência de trabalho bem curada fazem parte da razão pela qual as pessoas que fazem parte de um espaço coworking têm níveis mais altos de prosperidade do que as que trabalham em escritório. Nosso conselho para as empresas tradicionais é dar às pessoas o espaço e o suporte para serem a melhor versão delas mesmas.

Referência: Harvard Business Review (https://goo.gl/qNhEh4)

Tradução para o Português e reformulação de estrutura e conteúdo: Pulse Coworking